sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Resumo da ópera
e olhos tradutores do som do silêncio.
Uma pele que escalda a angústia
pintando arrepios no cume do monte.
Sabatina de significado apócrifo!
Simbiose de lágrimas e salivas
Epitáfio final da vaidade;
Enfim você, com todo o despudor
Mas sem maldade.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Dicionário de desejos
Finja que fugiu do planeta!
Fale que buscas o cometa!
Ou um simples dégradé estrelado.
Se ofuscares poemas de epitáfios
Justifique-se em sua beleza!
Mude a clara e franca destreza,
Por um beijo debalde salgado
Se a brisa arrancar-lhe o pecado
Monte da forma que sabes montar!
Teste nos Alpes gritos nupciais!
Mas siga almejando o troféu...
Dado apenas aos que sabem amar.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Fragmentos inócuos
Uma raiz arrancada do solo...
Colore a boca de excessos poéticos.
Respiração que invade privacidade
na distância do contento
e dos olhos que dizem tudo.
Planícies de véspera lúgubre
e ecos que contornam o precipício
deste “quase pseudo-texto”.
Amores escondidos em sete chaves.
com colchas transparentes...
Mereciam sete palmos!
Gotas que escorrem matam poemas
na sincronia de suas rimas
e de seus defeitos.
Tudo planejado fora dos planos.
Tudo como não podia; Tudo meio insano
Mas poético por demais.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Com você
As mãos transpiravam enquanto de sua pele
exalava o sentido do amor e do viver.
Fiquei Mudo e pasmo; nem mesmo Cervantes
definiria tal alucinação.
a malícia de nossa incongruente relação.
um sutil devaneio em meio ao dia.
Lápis e caneta nas mãos, e lá se ia o poeta
garatujar o que havia sentido.
Uma pessoa de cerviz rígida e marcante.
Um ser incapaz de algo além de encantos e belezas.
Deitei defronte ao estandarte d alma,
optando por versos sonetados e travessos.
Momento de clausura feliz por ter sonhado
com a beleza que jaz em casa.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
A perfeição pede carona
Chora migalhas de outono
Desaparece perante o dono
Mas se perde em naufrágio
Ou nos latinos do seu cão.
Desenha-se no andar da sorridente
Morre de paixão,
por cavalheiros insistentes
Mas pede carona,
porque não sabe desfilar.
Aparece no destaque da escola derrotada
Ou na clemência do alpinista...
Que não foi treinado pra descer.
Pede justiça ao jurista escondido
E quando a aurora teima em aparecer,
Eis que pede carona...
por perfeita não poder mais ser.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
AGRIDOCE
Quero fantasias em destaque
Modelos em vitrinas,
Sabor de chocolate.
Vitrais com arte medieval
Sexo dos anjos com sorrisos,
Código paranormal.
Trufas que lembrem lutas
Auroras cor de amoras,
Seu sabor em tempo integral.
Alguns ítens de pautas desconexas
Suflês de ritmistas e caretas,
Historias de amor e ódio...
Como enfeites de natal.
