sábado, 6 de agosto de 2011

Embriaguez

Uma boca retornada ao horizonte;
Uma célula de antigos e bravos mastodontes;
Um jeito sem vergonha de ser feliz.
Uma silueta que resplandece ao amanhecer;
Uma cintura, um jeito, ou um outro e indizível ser;
Champanhe no copo sem espuma;
Luz de velas, dois corpos sem certeza alguma!
Uma chamada voltada para o outro dos dois gumes;
Uma lança de arremesso sem perdão.
Pés descalços mantendo o sobreaviso baldio;
Terremotos de intenções, modos e provisões;
Terreno de convicção sem nenhuma fé;
Retratos de mártires meio a fome dos cadáveres;
...
Poetas que se abraçam a luz do sol.

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