quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mudarei conceitos, morrerei poeta.


Tive o medo de ser o próprio opróbrio;
Naveguei vencendo a procela do desamor;
E quando o contexto aplicou meu furor...
Fui vencido pela anca desta paixão.

Fui o sintoma de uma patologia desmentida;
Fingi ser o Cleópatro de uma dinastia jaz antiga;
Fugi desde cedo de ser um cantor.

O poema surgiu como calças que não uso mais;
Letras que saíram de penas... Esvaziaram seus pardais;
Em meio a Si e a Ré, sentistes uma pequena Dó.

Movo o lado esquerdo de minha direita convicção;
Jogo palavras em fontes de memórias, sem uma coesão;
Sou pequeno e lastimo por assim ser;
Mantenho-me reto – circunspecto para viver.

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