segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Poetas perderam função


Acordei com a vontade de desconsertar o improvável.
De ter a semente maiúscula do imutável,
De ser o verdadeiro e honesto compositor.
Olhei para o lado, e logo senti a angústia,
De quem sente sempre algo de errado,
A forma virtuosa de um autêntico desastrado,
Mas ao invés de perder...
Entrei em quadra para empatar!
Nada me irrita ou incomoda mais
Que a falta de conteúdo dessa gente.
A fome que sinto junto ao revés que vem a frente.
Não sei se o direcional perdeu o norte...
Ou foi o prumo que enlouqueceu!
Nas passagens da madrugada,
Ou na semente de uma amada,
Talvez seja a morte batendo na hora de não chegar.
Toda vez que estudo o estúpido comportamento,
Me arrependo ao ponto de mudar de opinião.
Hoje estou me sentindo mais historiador,
Mais contista, mas menos poeta por vocação!
Hoje acordei, mas a vontade era continuar dormindo,
E quando olho para a falta de vontade e raciocínio,
Vejo que Pessoa estava certo:
Não tenho par nisto tudo neste mundo.

E nem vejo solução.

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