Acordei com a vontade
de desconsertar o improvável.
De ter a semente maiúscula
do imutável,
De ser o verdadeiro e
honesto compositor.
Olhei para o lado, e
logo senti a angústia,
De quem sente sempre
algo de errado,
A forma virtuosa de um
autêntico desastrado,
Mas ao invés de perder...
Entrei em quadra para
empatar!
Nada me irrita ou
incomoda mais
Que a falta de conteúdo
dessa gente.
A fome que sinto junto
ao revés que vem a frente.
Não sei se o direcional
perdeu o norte...
Ou foi o prumo que
enlouqueceu!
Nas passagens da
madrugada,
Ou na semente de uma
amada,
Talvez seja a morte
batendo na hora de não chegar.
Toda vez que estudo o estúpido
comportamento,
Me arrependo ao ponto
de mudar de opinião.
Hoje estou me sentindo
mais historiador,
Mais contista, mas
menos poeta por vocação!
Hoje acordei, mas a
vontade era continuar dormindo,
E quando olho para a
falta de vontade e raciocínio,
Vejo que Pessoa estava
certo:
Não tenho par nisto tudo neste mundo.
E nem vejo solução.
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