Seres medievos em pleno século XXI;
Não vejo como justificar a estupidez da massa;
Não vejo como adentrar a poesia sem a casta;
Não há como dignificar o cérebro para este fim.
Doravante serei um poeta crítico,
Não pelo mérito e sim pelo suplício;
Não estou à frente, apenas estão atrás.
Sempre tentei ser o adulto dentre crianças;
Quis o ofegante esforço da mudança;
E o que vejo? É isso que guardam para mim?
Programas pútridos dentre jornais ridículos.
Todos buscando a falta do saber fazer!
No início não compreendia a carga adulterada;
Hoje movimento olhos para fora da murada;
Sou o tolo que poemas ainda quer fazer.
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