quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Com licença, sou poeta


Eu queria o desejo intrínseco;
Desprovido do molejo cíclico;
De quem ama mais que uma vez só.

Queria o ardor da pele;
De um navegador que reze...
A última poesia de Camões.

Penso na auréola a escolher rimas.
Descubro prazeres na canção que mente climas,
Mas nunca deixo de conectar-me...
A quem merece o meu amor.

Jogo poemas nas ruas de minha cidade.
Tinjo teoremas na pesada insanidade,
Ora bolas! O poeta ama pra sentir dor!

Em meio a vertentes desconexas;
E tornozelos maculados pelas frestas;
Sufoco sentidos mentindo pro inimigo...
Que sou mais que um compositor. 

1 comentários:

Ernesto Braga disse...

Eis, finalmente, uma justificativa do porquê o poeta é um fingidor.
Um grande abraço Adriano.