Eu queria o desejo intrínseco;
Desprovido do molejo cíclico;
De quem ama mais que uma vez só.
Queria o ardor da pele;
De um navegador que reze...
A última poesia de Camões.
Penso na auréola a escolher rimas.
Descubro prazeres na canção que mente climas,
Mas nunca deixo de conectar-me...
A quem merece o meu amor.
Jogo poemas nas ruas de minha cidade.
Tinjo teoremas na pesada insanidade,
Ora bolas! O poeta ama pra sentir dor!
Em meio a vertentes desconexas;
E tornozelos maculados pelas frestas;
Sufoco sentidos mentindo pro inimigo...
Que sou mais que um compositor.
1 comentários:
Eis, finalmente, uma justificativa do porquê o poeta é um fingidor.
Um grande abraço Adriano.
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