Cada vez que o refrão dizia que valeu a espera;
Ou que a semente que plantamos frutos nos reserva;
Sempre que a humanidade deixa de lado o que podemos ser!
Nas evoluídas noites que passei dormindo em claro;
Na deixada de beijos, que lábios mais que molharam;
Entre todos os motivos, eu ri perante o desejo de ser feliz!
Na austera [e inócua] paisagem de uma primavera-verão;
Nos entraves de uma comunidade quilombola em seu chão;
Tive tudo o que de mais intenso poderia ter!
Se nos frutos perdidos de letras que ainda não esqueci,
Deixei a saudade com mesa posta e fui passear por aí,
Nunca esqueci o poema como forma de me identificar!
Hoje jogo confetes perante o reflexo que me traduz;
Mas amanhã, estarei pronto para a labuta...
Eis o dia ímpar de uma história por começar.
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